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Medicina

Ficar com biquíni molhado pode causar infecções íntimas? Ginecologista explica os riscos

Especialista de Tubarão (SC) alerta para candidíase, vaginite e outros problemas comuns no verão

Tubarão-SC, 23/01/2026 11h39 | Por: Jornalista Francine Germano de Andrade | Fonte: Dra. Graziela Porto Ginecologista e obstetra CRM-SC 9873 • RQE 5715.
A ginecologista e obstetra Dra. Graziela Porto, de Tubarão (SC), fala sobre hábitos comuns do verão e os cuidados necessários com a saúde íntima feminina.

Durante o verão, é comum passar horas na praia ou na piscina usando biquíni ou maiô molhados. O que muitas mulheres não sabem é que esse hábito pode trazer riscos à saúde íntima. A ginecologista e obstetra Dra. Graziela Porto, de Tubarão, em Santa Catarina, explica quais são os problemas mais frequentes, os sintomas de alerta e como se prevenir.

Quanto tempo ficar com o biquíni molhado faz mal?

Segundo a especialista, o problema não é exatamente o biquíni molhado em si, mas o tempo prolongado de uso da peça úmida. “O ambiente quente e úmido favorece a proliferação de fungos e bactérias, o que pode reduzir a imunidade local e causar infecções vaginais”, explica a médica.

Entre as complicações mais comuns estão:

  • Candidíase vaginal;
  • Aumento de secreção;
  • Ardência e desconforto íntimo;
  • Inflamações na vulva.

Biquíni molhado pode causar infecção vaginal?

Sim. A Dra. Graziela alerta que permanecer com roupas molhadas pode levar a quadros como vaginite e vaginose, que afetam a parte interna da vagina. “Além da coceira e vermelhidão externa, algumas mulheres relatam dor, ardência e desconforto durante ou após a relação sexual”, afirma.

Sintomas de infecção íntima: fique atenta

Nem sempre todos os sinais aparecem ao mesmo tempo, mas os principais sintomas incluem:

  • Inchaço na vulva;
  • Vermelhidão nos pequenos lábios;
  • Coceira intensa;
  • Aumento ou alteração da secreção vaginal;
  • Sensação de ardência;
  • Desconforto ou sensação de ‘areia’ durante a relação sexual.

A médica destaca ainda que, em alguns casos, a infecção pode ser transmitida ao parceiro, causando vermelhidão, inflamação e descamação no pênis.

Mito ou verdade: só quem tem candidíase recorrente precisa se preocupar?

Isso é um mito.

“Ficar com biquíni molhado não faz bem para ninguém, independentemente de ter ou não histórico de candidíase”, esclarece a ginecologista.

A recomendação é sempre trocar a peça molhada por um biquíni seco, principalmente se a permanência na praia ou na piscina for longa.

Tecidos sintéticos aumentam o risco?

Sim. Tecidos sintéticos dificultam a transpiração e mantêm a região íntima mais úmida.

“O ideal é priorizar calcinhas de algodão, que permitem maior ventilação e reduzem o risco de infecções”, orienta a médica.

O cuidado vale não apenas para biquínis, mas também para:

  • Maiôs;
  • Roupas de academia suadas;
  • Peças usadas em dias muito quentes.

“Não é só a água do mar ou da piscina. O suor também deixa a região úmida e pode causar problemas”, reforça.

Como trocar o biquíni na praia de forma prática?

A Dra. Graziela sugere soluções simples:

  • Levar biquínis extras;
  • Usar uma canga ou vestido para facilitar a troca;
  • Sempre trocar a peça após sair da água.

“Entrou na água, saiu, trocou. Vai entrar de novo, troca novamente”, recomenda.

Quando procurar um ginecologista?

O principal alerta é não se automedicar.

“Evite usar pomadas antigas, medicamentos indicados por amigas ou comprar produtos sem orientação. Cada infecção precisa de avaliação correta”, alerta a especialista.

Ao perceber sintomas persistentes, o ideal é buscar atendimento ginecológico para diagnóstico e tratamento adequados.

Cuidados essenciais com a saúde íntima no verão.

Para aproveitar a estação com segurança, a médica reforça:

  • Trocar roupas molhadas ou suadas rapidamente;
  • Manter boa hidratação;
  • Usar protetor solar;
  • Evitar a automedicação;
  • Procurar um ginecologista ao primeiro sinal de desconforto.

“Com cuidados simples, é possível curtir o verão sem colocar a saúde íntima em risco”, finaliza a Dra. Graziela Porto.

 

Importante: este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individualizada.

Quer saber mais? Clique no link abaixo e assista à entrevista na íntegra realizada com a ginecologista e obstetra doutora Graziela Porto.

 

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