Especialista de Tubarão (SC) alerta para candidíase, vaginite e outros problemas comuns no verão
A ginecologista e obstetra Dra. Graziela Porto, de Tubarão (SC), fala sobre hábitos comuns do verão e os cuidados necessários com a saúde íntima feminina. Durante o verão, é comum passar horas na praia ou na piscina usando biquíni ou maiô molhados. O que muitas mulheres não sabem é que esse hábito pode trazer riscos à saúde íntima. A ginecologista e obstetra Dra. Graziela Porto, de Tubarão, em Santa Catarina, explica quais são os problemas mais frequentes, os sintomas de alerta e como se prevenir.
Quanto tempo ficar com o biquíni molhado faz mal?
Segundo a especialista, o problema não é exatamente o biquíni molhado em si, mas o tempo prolongado de uso da peça úmida. “O ambiente quente e úmido favorece a proliferação de fungos e bactérias, o que pode reduzir a imunidade local e causar infecções vaginais”, explica a médica.
Entre as complicações mais comuns estão:
Biquíni molhado pode causar infecção vaginal?
Sim. A Dra. Graziela alerta que permanecer com roupas molhadas pode levar a quadros como vaginite e vaginose, que afetam a parte interna da vagina. “Além da coceira e vermelhidão externa, algumas mulheres relatam dor, ardência e desconforto durante ou após a relação sexual”, afirma.
Sintomas de infecção íntima: fique atenta
Nem sempre todos os sinais aparecem ao mesmo tempo, mas os principais sintomas incluem:
A médica destaca ainda que, em alguns casos, a infecção pode ser transmitida ao parceiro, causando vermelhidão, inflamação e descamação no pênis.
Mito ou verdade: só quem tem candidíase recorrente precisa se preocupar?
Isso é um mito.
“Ficar com biquíni molhado não faz bem para ninguém, independentemente de ter ou não histórico de candidíase”, esclarece a ginecologista.
A recomendação é sempre trocar a peça molhada por um biquíni seco, principalmente se a permanência na praia ou na piscina for longa.
Tecidos sintéticos aumentam o risco?
Sim. Tecidos sintéticos dificultam a transpiração e mantêm a região íntima mais úmida.
“O ideal é priorizar calcinhas de algodão, que permitem maior ventilação e reduzem o risco de infecções”, orienta a médica.
O cuidado vale não apenas para biquínis, mas também para:
“Não é só a água do mar ou da piscina. O suor também deixa a região úmida e pode causar problemas”, reforça.
Como trocar o biquíni na praia de forma prática?
A Dra. Graziela sugere soluções simples:
“Entrou na água, saiu, trocou. Vai entrar de novo, troca novamente”, recomenda.
Quando procurar um ginecologista?
O principal alerta é não se automedicar.
“Evite usar pomadas antigas, medicamentos indicados por amigas ou comprar produtos sem orientação. Cada infecção precisa de avaliação correta”, alerta a especialista.
Ao perceber sintomas persistentes, o ideal é buscar atendimento ginecológico para diagnóstico e tratamento adequados.
Cuidados essenciais com a saúde íntima no verão.
Para aproveitar a estação com segurança, a médica reforça:
“Com cuidados simples, é possível curtir o verão sem colocar a saúde íntima em risco”, finaliza a Dra. Graziela Porto.
Importante: este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individualizada.
Quer saber mais? Clique no link abaixo e assista à entrevista na íntegra realizada com a ginecologista e obstetra doutora Graziela Porto.