Dra. Júlia Soares esclarece dúvidas sobre indicação, cicatriz e recuperação do lifting facial
Para a Dra. Júlia Soares, o planejamento individualizado é essencial para um lifting facial seguro e com resultados naturais. O passar do tempo deixa marcas inevitáveis na face. A perda de colágeno, a flacidez da pele e o deslocamento natural dos tecidos faciais fazem parte do processo de envelhecimento — e, em determinado momento, procedimentos minimamente invasivos já não são suficientes para devolver firmeza e contorno ao rosto. É nesse contexto que o lifting facial surge como uma alternativa cirúrgica segura e eficaz para o rejuvenescimento.
Em entrevista ao Viva Mais SC, a cirurgiã plástica Dra. Júlia Soares explica em detalhes quando o procedimento é indicado, como ele é realizado e quais cuidados fazem toda a diferença no pré e pós-operatório.
O que é o lifting facial?
O lifting facial é uma cirurgia indicada para o rejuvenescimento da face e do pescoço. Segundo a Dra. Júlia, chega um momento em que bioestimuladores, fios e outros tratamentos realizados em consultório não conseguem mais oferecer a firmeza desejada.
“Existe uma fase da vida em que apenas os procedimentos não cirúrgicos não resolvem mais. O envelhecimento provoca a perda de colágeno e o descenso da face e do pescoço, e nesses casos a cirurgia passa a ser a melhor opção”, explica.
Diferente do que muitos imaginam, o lifting facial não “estica” a pele. A cirurgia atua em planos profundos, reposicionando a musculatura e os tecidos faciais. A retirada do excesso de pele acontece como consequência desse reposicionamento, respeitando sempre a anatomia de cada paciente.
Quando é o momento adequado para realizar a cirurgia?
A idade, segundo a especialista, não é o principal fator para indicar o lifting facial. Genética, qualidade da pele e resposta aos tratamentos prévios pesam muito mais nessa decisão.
“Quando a paciente percebe que já realizou diversos bioestimuladores ao longo do ano e, mesmo assim, não obtém firmeza suficiente — com marcas mais evidentes no sulco nasogeniano, o ‘buldogue’ e a flacidez do pescoço — esse já é um sinal de que é hora de procurar um cirurgião plástico.”
Cada cirurgia é planejada de forma individualizada. Dependendo da queixa, o procedimento pode focar mais na face média, na região do pescoço, na sobrancelha ou envolver toda a face.
E as cicatrizes? Onde ficam e como evoluem?
A cicatriz é uma das maiores preocupações de quem considera o lifting facial. Conforme a Dra. Júlia, existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha depende do caso de cada paciente.
De forma geral, a incisão acompanha o contorno natural do couro cabeludo, passa pela frente da orelha, segue por trás e retorna à região capilar posterior. Essa localização estratégica contribui para que a cicatriz fique mais discreta ao longo do tempo.
“Mesmo em pacientes com cabelo curto, a cicatriz costuma ficar bem camuflada. Com o passar dos meses, ela tende a evoluir de forma satisfatória, ficando mais fina e clara.”
Quando necessário, tratamentos complementares podem ser indicados para melhorar ainda mais o aspecto cicatricial, como o laser e a dermo camuflagem paramédica.
Pescoço: é possível deixá-lo mais definido?
O tratamento do pescoço é um dos grandes diferenciais do lifting facial. No entanto, a Dra. Júlia reforça que os resultados variam conforme a anatomia de cada paciente.
“Pescoços mais curtos e com maior acúmulo de gordura são mais desafiadores, mas existem diversas técnicas que podem ser associadas, como lipoaspiração, tratamento do músculo platisma e abordagem das gorduras profundas.”
O objetivo é sempre melhorar o contorno e a harmonia facial, respeitando os limites anatômicos e as características individuais.
Como funciona o processo cirúrgico na clínica?
O lifting facial é realizado no centro cirúrgico da Clínica Júlia Soares Cirurgia Plástica Integrada, com toda a segurança necessária. Na maioria dos casos, a cirurgia é feita sob anestesia geral, especialmente quando envolve face e pescoço. Em procedimentos menores, pode-se optar por anestesia local com sedação.
Após a cirurgia, a paciente recebe alta utilizando uma atadura compressiva, que auxilia na adesão dos tecidos e na redução do risco de sangramentos. Nas primeiras 36 a 48 horas, ocorre o retorno para retirada do curativo, realização de laser na cicatriz, drenagem linfática e novos cuidados pós-operatórios.
Um diferencial destacado pela Dra. Júlia é o suporte integrado oferecido no pós-operatório, incluindo cuidados capilares especializados, o que traz mais conforto e segurança às pacientes nesse período inicial.
Cuidados com a cicatriz: o papel da dermo camuflagem
Durante a entrevista, a profissional Karina Anselmo, especialista em dermo camuflagem paramédica e Reconstrução Pigmentar Estética (RPE), explica como é possível atuar na melhora do aspecto das cicatrizes após a liberação médica.
“A partir do quinto mês do pós-cirúrgico, já podemos iniciar tratamentos com ativos que auxiliam na regeneração da pele. Quando existem áreas mais claras, chamadas de acromias, a camuflagem pode ser realizada entre o oitavo e o décimo segundo mês.”
Esses recursos complementares contribuem para um resultado estético mais harmônico e para a satisfação da paciente ao longo do processo.
Cuidados em casa após o lifting facial
O pós-operatório exige atenção e disciplina. A recomendação é afastamento das atividades por cerca de 15 dias, alimentação líquida ou pastosa para evitar esforço da musculatura facial, além de cuidados como evitar sol, não baixar a cabeça, não pegar peso e manter o uso de compressas frias conforme orientação médica.
Coceira na cicatriz pode acontecer e faz parte do processo cicatricial. Hidratação adequada e aplicação de gelo ajudam a aliviar o desconforto.
Para a Dra. Júlia Soares, o planejamento é essencial para o sucesso do lifting facial.
“É uma cirurgia que precisa ser organizada com antecedência, tanto para evitar exposição solar quanto para preparar a rotina em casa. Com os cuidados corretos, a recuperação tende a ser mais tranquila e segura.”
O lifting facial, quando bem indicado e realizado por profissional habilitado, pode proporcionar um rejuvenescimento natural, respeitando a individualidade e a saúde do paciente.
Para mais informações, assista na íntegra à entrevista realizada com a cirurgiã plástica Dra. Júlia Soares.